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"A radicalização está a aumentar em Portugal", admite MAI. RASI vai incluir dados sobre nacionalidades

"A radicalização está a aumentar em Portugal", admite MAI. RASI vai incluir dados sobre nacionalidades

No próximo ano o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) passa a incluir dados sobre as nacionalidades dos imigrantes que chegam a Portugal, anúncio feito pelo MAI na rádio pública no podcast Política com Assinatura.

Andreia Brito com Natália Carvalho - Antena 1 /

Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas

Não serão os dados na sua totalidade porque o sistema ainda não está a funcionar, e já estamos em abril. A não ser que façamos um esforço enorme”, esclarece.

Apesar dessa alteração ao RASI, Luís Neves defende que “mais importante do que saber se é imigrante ou não, é saber se as pessoas estão legalizadas e estando legalizadas se cometem crimes”.

Temos centenas de brasileiros e colombianos detidos sobretudo por tráfico internacional de estupefacientes”. Ou seja, “não vivem aqui, não são daqui, não têm família, não querem cá estar. Foi a utilização do território para aqui cometerem crimes, como outros”, explica.

Por isso mesmo, Luís Neves mantém aquilo que defendeu quando era Diretor Nacional da Polícia Judiciária: não existe uma relação entre aumento da criminalidade e aumento da imigração.
 
O risco de radicalização eu acho que está a aumentar. Eu tenho sido a pessoa que há mais anos e de uma forma veemente tenho dito que os crimes de ódio não podem ser a matriz humana em que somos criados. E essa matriz humana e de respeito tem de se manter”.

Em causa o crime que envolve um homem, militante do PS, que ficou em prisão preventiva depois de ter atirado um cocktail molotov contra os manifestantes que protestavam contra o aborto na Marcha pela Vida, em março.

Para Luís Neves “é um crime de ódio e preocupante” e “classifiquei-o logo como um crime de terrorismo”.
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Além disso o número de funcionários está a ser reforçado bem como a sinalética.

Ainda assim Luís Neves não garante menos filas no verão. “Não posso dar essa garantia, quando estamos dependentes de vários fatores externos”.

E admite que quando as filas aumentam, desliga-se o sistema de recolha de dados biométricos.

Parece que a pessoa passou sem qualquer controlo. Não é verdade. Não há é recolha de dados biométricos”, mas o ministro assegura que isso não acontece apenas em Portugal e que se passa o mesmo noutros aeroportos europeus.

Por isso mesmo haverá, no final do mês, uma reunião entre os ministros de vários países europeus “para saber o que se pode fazer”.
Entrevista conduzida por Natália Carvalho, editora de política da Antena 1.
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